quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Agenda do luto como mae

Dia 06- Cidade alta Cordovil
praça dom Justino /proximo á Igreja Senhor do Bomfim

Rua Água Doce. 18:00 horas

Dia 09 - Festival Of Moving Image - Londres / Inglaterra

Dia 11-Universidade Federal FlumineseUFF/Campos dosGoytacazes
Horio 18:30

Dia 14 - IV Encontro de Cinema Negro Brasil África e Américas - Cine Odeon RJ às 14h
Conheça o site

Dia 16 - UERJ, Salão Nobre da Faculdade Nascional de Direito da UFRJ - Praça da República, próximo ao Campo de Sanatana. Horário: 18h às 22h

Dia 22 - Encontro Internacional de Mulheres de Negro, Bogotá / Colombia

Dia 27 - Espaço Cinema Nosso - Rua do Resende, 80 Lapa/ RJ. Sessão especial para Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis. Horário: 14h

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

luto como mae

O longa retrata chacinas cometidas por policiais repercutidas em todo o país e nomeadas como as “Mães de Acari”, “Chacina da Candelária”, “Chacina da Baixada” e outras tão importante quanto essas. Durante quatro anos, Luis Carlos Nascimento acompanhou de perto, junto com uma equipe de cinema, o drama dessas mulheres, desde a coleta de depoimentos até os desdobramentos dos casos perante a justiça. Com uma “hand can” nas mãos, as mães documentaram suas passeatas, mobilizações, comemorações familiares e ainda realizaram entrevistas com maridos e familiares contribuindo para a inovação no processo de construção da narrativa do documentário. “Ignora-se que, para cada marido, cada filho, cada homem morto, existe sempre uma mulher que fica ”, lembra Luis Nascimento no filme.

O objetivo da apresentação deste filme, na comunidade da Cidade Alta, é o de lembrar o bárbaro assassinato, por policiais militares, do jovem Júlio César, em setembro deste ano. Familiares e amigos não querem que o caso caia no esquecimento, como tantos outros que ocorrem em comunidades pobres e demais periferias da cidade. A exibição do filme pretende levantar a questão da forma como moradores destas localidades são tratados pelas forças de segurança, que se caracteriza pelo desrespeito sistemático aos direitos, especialmente o direito à vida. Portanto, convidamos todos os moradores da Cidade Alta e adjacências para participarem deste ato de lembrança e de solidariedade à família e aos amigos de Júlio César!!

PELA VIDA, CONTRA O EXTERMÍNIO!

Data: 06 de Novembro de 2010
Local: Praça Dom Justino, próximo à Igreja Senhor do Bonfim Cidade Alta.
Rua Água Doce, Cordovil / Cidade Alta (há um ponto final de ônibus 335, 334 próximo)
Horário: 18h

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Assunto: MÃES DE MAIO CONTRA A VIOLÊNCIA POLICIAL: MEDIDAS URGENTES!!!


Saudações Compas:

As Mães de Maio mais uma vez vêm a público para registrar seu posicionamento diante da Violência do Estado.

No último dia 05 de agosto o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE-SP) realizou uma importante Audiência Pública, que já deveria ter acontecido há mais tempo, para discutir a Violência Policial no Estado de São Paulo, com destaque especial para os recentes assassinatos na capital e, sobretudo, a nova série recente de matanças na Baixada Santista (em abril de 2010). Assassinatos que, conforme demonstram uma série de provas e reportagens feitas recentemente (como p. ex. no jornal A Tribuna de Santos) são uma verdadeira continuidade dos Crimes de Maio de 2006 - as mesmas práticas, o mesmo modus operandi, muitos dos mesmos policiais e grupos de extermínio, e a mesma brutalidade contra o povo pobre e negro da periferia.

É importante frisar que, embora convocado a comparecer, o Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, mais uma vez não esteve presente para prestar contas à sociedade sobre sua gestão - já é a segunda Audiência Pública para qual ele é convocado e não vem pessoalmente. Porém, as Mães de Maio e os movimentos sociais presentes na Audiência deixamos bem enfaticamente o nosso recado para o seu representante presente na audiência, antes que ele conseguisse escapar sem ouvir a sociedade para quem ele deveria trabalhar.

Compartilhamos abaixo com todos vocês o Audio Completo da Audiência, para que todos nós sigamos Atentos e Atuantes no sentido de exigir mudanças drásticas na atual política de segurança pública aqui no estado, e na país inteiro também (afinal a violência policial é uma chaga que atinge toda a federação brasileira).

Ou nós transformamos por completo a sociedade desigual e injusta que marca a nossa história passada e atual, ou seguiremos vivendo cotidianamente situações de violação em série dos direitos humanos e situações de terror, principalmente nas comunidades pobres pelas periferias do país.

Todas estas séries de chacinas e matanças do período "democrático", a começar pela maior delas que foram os Crimes de Maio de 2006, precisam urgentemente ser desarquivados, investigados e devidamente julgados. Sem isso, sem a garantia básica do Direito à Vida e do Direito de Ir e Vir, não há a menor possibilidade de se pensar qualquer sociedade que aponte um futuro minimamente decente para as crianças e jovens de nosso país.

Na opinião das Mães de Maio, um primeiro passo fundamental para esta transformação deve ser o banimento imediato das demarcações "Resistência Seguida de Morte" e "Auto de Resistência" dos boletins de ocorrência e da causas mortis de jovens assassinados por agentes do estado. Além de ser uma brecha inconstitucional, tal anulação está prevista no Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3) - uma proposta das Mães de Maio e da Rede Contra Violência -, e se não for agilizada certamente milhares de outros jovens seguirão morrendo sem qualquer perspectiva de direito à Verdade e à Justiça. Estas demarcações são os principais mecanismos que possibilitam um veradeiro Estado de Sítio contra a população pobre e negra do país.

SEGUIMOS ATENTAS!

POR UM VERDADEIRO PODER POPULAR!

MÃES DE MAIO


http://maesdemaio.blogspot.com/2010/08/audios-da-audiencia-publica-do-condepe.html


Audios da Audiência Pública do Condepe
Ouça a gravação da Audiência Pública que aconteceu no Condepe/SP no dia 05 de agosto de 2010, no Espaço da Cidadania “André Franco Montoro”, situado no Largo Pateo do Collegio, no. 184, térreo, Centro de São Paulo.

Estiveram presentes entre outros o presidente do Conselho Regional de Medicina por ocasião dos crimes de maio de 2006, representante do Secretário de Segurança Pública, de direitos humanos, Defensor Público, jornalista do jornal A Tribuna de Santos, mães de vítimas mortas por policiais em São Paulo, mães de vítimas dos crimes ocorridos em Março e Abril de 2010, na Baixada Santista cometidos por grupos de extermínio e Mães de Maio.

Para ouvir a gravação da Audiência Pública clique aqui
Convite:
Amanhã, dia 02/09, haverá a primeira Audiência de Instrução e Julgamento dos policiais militares Vagner Barbosa Santana, Carlos Eduardo Virgínio dos Santos, Jubson Alencar Cruz Souza e Leonardo José de Jesus Gomes, acusados do homicídio de Josenildo Estanislau dos Santos em 02/04/2009.
A família agradeçe ao empenho dos familiares das vítimas e da Rede, estamos juntos na luta por respeito, dignidade e justiça.
A audiência será às 13h na 2a Vara Criminal do Fórum do Rio (Av. Erasmo Braga, 115).

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Luta contra a violência
Bate-Papo:Patrícia é irmã de Wagner do Santos, sobrevivente da Chacina da Candelária que, ameaçado, hoje vive no exterior.
Entidades de direitos humanos realizaram "a semana em defesa da vida", para lembrar a Chacina da Candelária, em que morreram oito crianças. Um sobrevivente deste crime, Wagner dos Santos, foi também a única testemunha no julgamento que condenou três policiais militares. Tentaram silenciá-lo em outro atentado, e hoje Wagner vive no exterior.

A irmã dele, Patrícia, uma ativista de campanhas contra a violência, luta para identificar os responsáveis pelos tiros que quase mataram Wagner, como você vê na entrevista da Coluna Bate-Papo, com o repórter Edney Silvestre.

Se muitas vezes a vida não é fácil para um adulto, pra uma criança então, que não tem defesas, não sabe se defender, não tem quem a defenda. É muito mais difícil. Esse é o tema do Bate-Papo de hoje. A entrevistada é Patrícia dos Santos.

RJTV: Quantos tiros seu irmão levou?

Patrícia dos Santos: Levou quatro tiros, foi no MAM, o Museu de Arte Moderna e em 1994, no segundo atentado, ele levou mais quatro. São oito, no total.

E quantas cirurgias ele fez desde então?

No total, umas oito. Referente à garganta, ao ouvido, à visão e cirurgias para reconstrução do rosto.

Quais problemas ele tem?

De saúde ele tem saturnismo, que é envenenamento por chumbo, que é uma doença que não tem cura por causa da bala que está alojada na quinta vértebra e o outro pedaço que tem no ouvido e o estilhaço que tem no rosto.

Ele vive na Suíça agora? Como ele está?

Vive na Suíça desde 1995. Já o visitei três vezes. Na época do frio ele tem muito problema de depressão, devidos aos problemas que ele já teve e ao saturnismo que também causa depressão. Destrói o pâncreas, fígado, rins, é uma doença degenerativa que não tem cura.

Como ele conseguiu sobreviver?

Eu acho que foi Deus, não chegou a hora dele. Uma pessoa que leva quatro tiros e não morre é porque não estava previsto para morrer naquele momento. E depois ele ainda levou mais quatro. Não era a hora dele.

Como aconteceu de um lugar ao outro?

Ele estava na rua Dom Geraldo, ele ia comprar cigarro e passou um carro com três pessoas dentro. Abordou ele com mais dois meninos que vinham na frente, colocaram eles no carro, ouve uma discussão dentro do carro e o revolver disparou. Ele tinha 22 anos. E dali pra lá, ele foi deixado no MAM depois que fizeram a Chacina da Candelária. Primeiro ele foi baleado, depois aconteceu a chacina. Em 1994, ele estava na Central do Brasil e uma pessoa chegou com uma foto dele e perguntou: ‘você que é o Wagner dos Santos?’. E ele falou: ‘sou’. Deram quatro tiros nele e deixaram ele lá algemado. Aí ele foi pro Hospital Souza Aguiar. Esse atentado ainda é um inquérito da 4ª DP. Ainda não foi resolvido.

A briga agora está nas suas mãos?

Isso.

Quando uma situação dessa acontece com um membro da família, o que acontece com a família?

Normalmente a família acaba porque você passar por uma violência muito grande, tem que ter estrutura e isso desestrutura a família. Você vai sempre lembrar o que aconteceu. No caso da minha família, como o Wagner não chegou a falecer é uma coisa que não desestruturou totalmente, mas eu conheço várias pessoas que ficaram desestruturadas, que perderam seus filhos.

O que pode ser feito para ajudá-lo?

Eu acho que as pessoas teriam que ter mais consciência, que está faltando e enxergar ele como um cidadão. Enxergam ele como um menino de rua que deveria ter morrido. Mas eu espero ainda que, antes de eu morrer, eu veja que valeu a pena ele ter sido testemunha, ele tentar, porque no Brasil não é fácil ser testemunha.

O Wagner pretende voltar a morar no Brasil?

Ele ainda tem muito medo. Eu acho que ele não tem mais essa esperança. Até que porque ele acha que no país dele, ele é desacreditado. Normalmente o brasileiro se une muito na Copa. Se o brasileiro começar a pressionar para outras coisas, eu acho que daqui uns 10 anos, o país vai estar muito melhor.

Você é otimista?

Sou, por isso que eu não desisto. Sou persistente. Eu venço pelo cansaço.
No dia 20 de Agosto, sexta-feira, estréia nos cinemas do Rio de Janeiro o documentário
Luto como Mãe.
“ Ignora-se que, para cada marido, cada filho, cada homem morto, existe sempre uma mulher por trás”,
Luis Carlos Nascimento, diretor do documentário.


O longa retrata chacinas cometidas por policiais repercutidas em todo o país e nomeadas como as “Mães de Acari”, “Chacina da Candelária”, “Chacina da Baixada” e outras tão importante quanto essas. Durante quatro anos, Luis Carlos Nascimento acompanhou de perto junto com uma equipe de cinema o drama dessas mães, desde a coleta de depoimentos até os desdobramentos dos casos perante a justiça.


- Assista aqui o Trailer Oficial de Luto como Mãe -


“Luto como Mãe” participou da 14ª edição do Festival Internacional do Rio (2009) - onde concorreu a três prêmios: melhor direção, melhor documentário e melhor filme do júri popular; no Festival Viña del Mar (Chile/2009); no 12ª Festival de Cinema Brasileiro de Paris (França/2010); no 1ª Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa – FESTin (Portugal/2010); na 3ª Mostra Internacional de Cinema em Língua Portuguesa, entre outros.
O documentário "Luto como Mãe" tem a direção do cineasta Luis Carlos Nascimento, produção da TV Zero, Jabuti Filmes e Cinema Nosso. O longa foi realizado em parceria com CES- Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal) e CESEC- Centro de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes e conta também com o apoio da Fundação Ford , IPAD- Instituto Português para o Desenvolvimento, Sebrae/Rj e Fase.

- Aonde assistir ?

Estação Botafogo - Rua Voluntários da Pátria, 88, Botafogo, Rio de Janeiro - Tel: (21) 2266 9952
Horário da sessão: 13h30, 15h e 18h30
Ponto Cine - Estrada de Camboatá, 2300, Guadalupe, Rio de Janeiro - Tel: (21) 3106-9995
Horário da sessão: 14h e 18h

Espaço Cinema Nosso - (a partir do dia 27 de agosto) Rua do Resende, 80, Lapa, Rio de Janeiro - Tel: (21) 2505-3300
Horário da sessão: 14h e 18h


Agende sessões especiais com debates através do número: (21) 2505-3311



Conheça-nos, participe, divulgue.
Site Oficial:http://www.lutocomomae.com/ - Blog Oficial:http://lutocomomae.blogspot.com/

Twitter Oficial: @lutocomomae



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Andressa Xavier
@andressa_xavier - (21) 7679-4012
www.cineclubecinemanosso.blogspot.com
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